Iluminação de cultivo indoor

Um dos fatores mais importantes de um cultivo indoor é a iluminação. Para tentar simular a natureza em um pequeno espaço é necessário distinguir os diferentes tipos de lâmpadas e espectros indicados para cada estágio da planta. Outro aspecto fundamental é entender os cálculos de lumens por watt, para saber definir a potência das lâmpadas, o sistema de ventilação, a quantidade de plantas e o espaço necessário para o cultivo. Deve-se lembrar, contudo, a importância conhecer a espécie que se deseja cultivar. Afinal, apesar de o domínio sobre o dados técnicos da luz ajudarem bastante, o diferencial no processo de absorção da luz pelo vegetal é, muitas vezes, determinado pela relação da planta com a fonte de luz.

A Jardins Urbanos te dá uma mãozinha inicial nessa missão:

Tipos de lâmpadas

Para a fotossíntese, um bom espectro luminoso para é uma luz rica em ondas de 450 nm (azul) e 650 nm (vermelha). Ideal para o período vegetativo, a luz azul age no crescimento das folhas, produz talos curtos e grossos e favorece o desenvolvimento vigoroso. A vermelha, por sua vez, estimula a floração e favorece o crescimento das raízes e do talo.

HQI (vapor metálico)

Assim como as HPS, é uma lâmpada de alta intensidade e excelente fonte de luz. Gera luz azul, ideal para a vegetação, com grande quantidade de lumens por watt e alto fato de penetração dos raios de luz. Lâmpadas HQI possuem rendimento superior ao das lâmpadas fluorescentes. Ou seja, 1 watt de potência em uma HQI produz mais luz mais do que 1 watt em uma lâmpada fluorescente. Em termos de IRC (índice de reprodução de cor, que define o quanto a cor da lâmpada é semelhante à da luz do sol), uma lâmpada HQI de 5200 K (temperatura de cor) alcança 93%, enquanto uma fluorescente de 5250 K chega, no máximo, a 78%.

HPS (alta pressão de sódio)

Lâmpadas HPS produzem luz de espectro vermelho, ideal para a floração, de aproximadamente 2.000 K (luzes avermelhadas e alaranjadas). Pode ser usada para todos os ciclos de crescimentos das plantas, mas o ideal é mantê-la apenas no período de floração. Afinal, quando diminuímos o dia a 12 horas de luz e 12 de escuridão (ao invés dos 18/6 do vegetativo), a planta necessita de luz outonal com percentual mais vermelho. A iluminação de uma lâmpada de alta pressão de sódio se compara à luz do sol do outono, com um espectro rico em amarelo, laranja e vermelho. Com uma lâmpada de 400 W se produzem 46.000 lumens e, com uma de 1000 W, 123.000 lumens.

Vantagens e desvantagens

As lâmpadas de alta intensidade geram grande quantidade de lumens por watt, sendo extremamente eficazes para a o crescimento das folhas e flores/frutos da planta. Contudo, também produzem elevada quantidade térmica, o que pede um eficaz sistema de ventilação, com exaustores, dutos e saídas de ar. Apesar de ser mais quente que a HPS, a HQI também deve ser colocada em uma distância segura das plantas, sem encostá-las, evitando o estresse. Também é necessário lembrar de não tocar o bulbo das lâmpadas e de ficar atento à vida útil (que é bem superior à da de uma fluorescente), uma vez que vão perdendo potência ao longo do tempo.
Para instalar lâmpadas de alta intensidade, é fundamental de refletores (de preferência refrigerados, como os cooltubes), que faz das tubulares as melhores opções. Também se exige o uso de reatores e, muitas vezes, de transformadores, uma vez que são lâmpadas disponíveis apenas para 220 V no Brasil.

Cálculos de iluminação

Primeiramente, é preciso entender quais são as medidas que definem a quantidade de luz de uma lâmpada:

    Lumens– Um lumen equivale a quantidade de luz emitida por uma vela que incide sobre 1 pé quadrado (largura X comprimento) de uma superfície a um pé (1 foot = 0,30 m ) de distância.
    Watts– A medida da quantidade de eletricidade fluindo através do fio. Watts por hora medem a quantidade de watts consumidas em uma hora. Um Kilowatt/hora (KWH) é 1000 watts/hora.

Quantidade de luz em watts

Na regra geral, é necessário um mínimo de 30 watts por pé quadrado, enquanto 50 watts por pé quadrado é o ideal. Para determinar a quantidade luz para uma área deve-se aplicar a fórmula: 30 ou 50 watts X sua área em pés quadrados. Por exemplo, se você tem uma área de 10 pés quadrados, o cálculo seria de 30 w X 10 s.f. = 300 watts/por pé quadrado ou 50 watts X 10 s.f. = 500 watts por pé quadrado. A intensidade da luz afeta diretamente a qualidade e a produção da colheita, que é comprometida se houver menos do que o necessário.É preciso experimentar para determinar a melhor solução para cada planta. Se a planta não estiver recebendo luz suficiente, começará a crescer de forma desproporcional como se estivesse se esticando para buscar luz, e a folhagem se tornará verde pálida. Se colocadas muito perto da luz, podem ter problemas como folhas e flores descoloridas ou queimadas.

Lumens por pé quadrado:

Primeiro, é necessário calcular a área do espaço (largura X comprimento = pé quadrado). Depois, deve-se dividir a quantidade de lumens disponíveis pela medida em pés quadrados da área. Por exemplo, em um espaço de 3 pés de profundidade por 4 pés de largura = 12 pés quadrados e um total de lumens de 45.000 lumens, o resultado seriam 3.750 lumens por pé quadrado (45.000/12). Mas qual é a quantidade ideal? Atualmente, pesquisas dão conta de que o mínimo de luz necessária para sustentar o crescimento é de 2.000 lumens por pé quadrado. A média seria de 5.000 lumens por pé quadrado e, o ideal, de 7.000 a 7.500 por pé quadrado.

Custo da luz:

Antes, deve-se descobrir o quanto é cobrado por Kwh na sua conta de luz. Por exemplo, uma lâmpada de 1000 watts em uso numa cidade com cobrança de R$ 0,5/hora. Se um kilowatts equivale a 1000 watts, o investimento será de 5 centavos por hora, para manter a luz acesa. Se a lâmpada tem 400 watts e a cobrança é de R$ 0,3/hora, deve-se dividir 400 por 1000 = 0,4 e multiplicar por 0,3, achando um resultado de R$ 0,12 por hora de luz.

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